PERDIDOS NA ANTRÓPOLIS: O DÂNDI E O FLÂNEUR DO SÉCULO XXI [LOST IN ANTROPOLIS: THE DANDY AND THE FLÂNEUR OF THE 21ST CENTURY]

Aline Zim

Resumen


O ensaio propõe uma livre comparação entre a flanerie baudelairiana e a errância urbana, como abordagens possíveis nos estudos urbanos. Os humanistas desse século sugerem metodologias baseadas na deriva urbana, como fizeram os situacionistas nos anos de 1950. Trata-se de um revival não-dialético do flâneur; mais pela aparência e menos pela essência. A partir das novas formas de consumo do espaço público, priorizam-se as selfies em detrimento da presença, sem que os supostos flâneurs se entreguem a ela. O capitalismo tratou de fazer da experiência urbana também um tipo de consumo, uma mercadoria incorporada ao espaço líquido das redes. A hipótese é de que o flâneur, imerso na Antrópolis, ao se opor ao consumo é por ele consumido, pois a romantização da flanerie desvirtua o seu conceito original. Os “novos flâneurs” dissimulam a experiência pura e a convertem em simulação: são dândis travestidos. Em caso de dúvida, basta reconhecê-los pelas selfies.

Palavras-chave: errâncias urbanas, flanerie, simulacro, urbanismo humanista.

Linha de Investigação: 3:   Dinâmicas Urbanas.

Tópico:Turismo.

 

ABSTRACT

The essay proposes a free comparison between the Baudelairian flanerie and urban wandering, as possible approaches in urban studies. The humanists of that century suggest methodologies based on urban drift, as did the situationists in the 1950s. It is a non-dialectical revival of the flâneur; more for appearance and less for essence. From the new forms of consumption of public space, selfies are given priority over presence, without the supposed flâneurs surrendering to it. Capitalism tried to make urban experience also a type of consumption, a commodity incorporated into the net space of networks. The hypothesis is that the flâneur, immersed in Antrópolis, opposing consumption is consumed by it, since the romanticization of the flanerie distorts its original concept. The “new flâneurs” hide the pure experience and convert it into simulation: they are disguised dandies. If in doubt, just recognize them by selfies.

Keywords: urban wanderings, flanerie, simulacrum, humanistic urbanism.

Research line: 3: Urban Dynamics.

Topic: Tourism.




DOI: http://dx.doi.org/10.5821/siiu.10228